A Corrida da Oncoclínicas Para Renegociar R$ 5,1 Bilhões em Dívidas

Marcos Poliszezuk, sócio fundador da Poliszezuk Advogados, comenta os riscos e as estratégias da reestruturação de R$ 5,1 bilhões da Oncoclínicas sob a ótica do direito empresarial e recuperacional.

A Oncoclínicas, uma das maiores redes de tratamento oncológico do Brasil, ingressou com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar aproximadamente R$ 5,1 bilhões em dívidas. O plano já conta com a adesão de credores que representam cerca de 37% dos créditos, percentual suficiente para protocolar o pedido, mas ainda insuficiente para sua homologação. Agora, a empresa terá até 90 dias para obter a aprovação da maioria dos credores abrangidos pelo plano. Entre as alternativas em negociação estão o alongamento dos prazos de pagamento, a emissão de novas dívidas, aportes dos acionistas e a conversão de parte dos créditos em participação societária.

A reportagem destaca que, além de conquistar novos apoios, a companhia precisará manter a confiança do mercado e demonstrar que sua operação continua economicamente sustentável. Também há discussões judiciais envolvendo a validade de parte das adesões já apresentadas, o que pode influenciar o andamento da recuperação extrajudicial. Caso o plano não alcance o quórum legal, a empresa poderá buscar uma recuperação judicial ou negociar uma nova solução para reorganizar seu passivo.

Para o advogado Marcos Poliszezuk, sócio-fundador do Poliszezuk Advogados, o sucesso da recuperação extrajudicial dependerá não apenas da capacidade de negociação com os credores, mas também da demonstração concreta de que a empresa permanece operacionalmente viável. Segundo ele, é essencial que a Oncoclínicas mantenha em dia suas obrigações tributárias, trabalhistas e operacionais, evitando novos atrasos que possam comprometer a confiança dos credores durante o processo.

Marcos também ressalta que, caso o plano não seja homologado, a empresa poderá voltar a ficar exposta às cobranças individuais dos credores, perdendo a proteção conferida pela recuperação extrajudicial. Nesse cenário, será necessário buscar uma nova estratégia de renegociação para preservar a continuidade das atividades e restabelecer o equilíbrio financeiro. Sua análise evidencia que a credibilidade da companhia perante o mercado será tão importante quanto as condições econômicas oferecidas no plano de reestruturação.

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