Santander de saída da B3? Entenda OPA que fez papel do banco disparar 9% em NY
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O Banco Santander anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) por permuta destinada aos acionistas minoritários do Santander Brasil. A operação prevê a troca das ações da subsidiária brasileira por ações ou BDRs da matriz espanhola, com um prêmio de aproximadamente 15% sobre o preço de fechamento das units (SANB11) no dia anterior ao anúncio. A notícia impulsionou as ações do grupo negociadas em Nova York, que chegaram a subir cerca de 9%.
A proposta estabelece uma relação de troca de 0,4056 ação (ou BDR/ADS) da matriz para cada unit (SANB11) e 0,2028 para cada ação ordinária ou preferencial. Caso todos os minoritários aceitem a oferta, a operação poderá alcançar aproximadamente 1,9 bilhão de euros (cerca de R$ 11 bilhões).
Apesar da repercussão inicial, o Santander esclareceu que não pretende retirar o Santander Brasil da B3 neste momento. A instituição permanecerá listada na bolsa brasileira, embora a redução do free float possa diminuir a liquidez das ações negociadas no mercado nacional.
A iniciativa faz parte da estratégia global do grupo de simplificar sua estrutura societária, aumentar a integração entre suas operações internacionais e fortalecer a geração de valor aos acionistas da controladora espanhola.
Segundo o advogado Marcos Poliszezuk, sócio fundador da Poliszezuk Advogados, em entrevista concedida à revista EXAME., a operação evidencia uma tendência cada vez mais frequente de reestruturação societária em grandes grupos multinacionais, na qual a centralização da participação acionária busca aumentar a eficiência da governança corporativa e reduzir custos relacionados à manutenção de companhias com elevado número de acionistas minoritários.
Marcos ressalta que, embora a oferta apresente um prêmio financeiro relevante, os investidores minoritários devem analisar a operação sob uma perspectiva jurídica e econômica, verificando se a relação de troca efetivamente preserva o valor de seus investimentos e se a migração para ações da matriz estrangeira atende aos seus objetivos patrimoniais.
O advogado também destaca que a redução do free float pode afetar a liquidez das ações do Santander Brasil, circunstância que merece atenção dos acionistas que optarem por permanecer na companhia. Por outro lado, a manutenção da listagem na B3 demonstra que a operação, ao menos neste momento, não caracteriza uma retirada compulsória da empresa do mercado brasileiro, mas sim uma reorganização estratégica da estrutura acionária.
Para ele, o caso reforça a importância de que operações de reorganização societária envolvendo companhias abertas observem rigorosamente os princípios da transparência, da proteção aos acionistas minoritários e da igualdade de tratamento, assegurando que decisões estratégicas da controladora não resultem em prejuízos aos investidores de menor participação.
Matéria Completa: https://exame.com/invest/mercados/santander-de-saida-da-b3-entenda-opa-que-fez-papel-do-banco-disparar-9-em-ny/
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